“ALMA YANOMAMI”






        Este trabalho tem o objetivo de retratar a essência de uma nação indígena, os yanomamis.

          Esse povo foi um dos últimos a ter contato com o homem civilizado e por isso vem pagando um preço muito alto: sua extinção.

          Dizem as estatísticas que de mais ou menos uma década para cá, a população indígena, que vinha sofrendo uma redução assustadora, entrou num processo de crescimento, graças aos benefícios introduzidos pelos brancos, principalmente na área da medicina.

          Porque falar então, em extinção? Por uma razão apenas. Os yanomamis, por serem nativos da floresta, viviam do que ela lhes dava: caça, pesca e alguma roça, da mesma forma como seus antepassados viveram e como seus descendentes deveriam continuar vivendo. Assim a alma de seu povo continuaria  preservada, mas o importante era que a alma da floresta fosse mantida viva.

         Com a chegada do homem branco à terra onde vivem os yanomamis, nos cabeceiras dos rios Negro e Branco, a partir de meados da década de 80, a vida dos índios começou a mudar. Apesar dos esforços de continuarem a preservar o seu modo de vida, os índios foram aos poucos sendo forçados a cortar os laços com seus espíritos, pela chama libertadora de novas religiões e com a floresta, pela chama devastadora dos incêndios.

         A população indígena pode estatisticamente estar aumentando, graças aos avanços da vida moderna, mas por quanto tempo ainda conseguirão manter dentro de si a alma dos seus antepassados e passá-la para seus descendentes?
 
 
 

         Ryszard Polski  - 1998

 

"mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças,

sobem com asas como águias, correm e não se cansam,

caminham e não se fatigam." (Isaías 40.31)

  Site Map